Decorreu no passado dia 20 de Abril, na Biblioteca Municipal de Vila Velha de Ródão, a fase distrital do CNL. A nossa Escola fez-se representar pelas alunas Maria Lopes Fael (8ºA), Madalena Baía e Mariana Almeida (9ºA), Beatriz Martins, Julie Pais e Mariana Roberto (12º A).
A concurso estiveram as obras Os Filhos de Montepó de António Torrado e Ricardo, o radical de Maria Teresa Maia González (para o 3º ciclo), e Lilias Fraser de Hélia Correia (para o secundário).
À chegada, tivemos a grata surpresa de constatar que a Maria Fael (8ºA) fora a grande vencedora do Concurso de Melhor Slogan subordinado ao lema «Ler mais ...», arrecadando, assim, o primeiro lugar com o slogan «Ler mais torna-nos personagens principais».
Muitos parabéns, por isso, à Maria, com votos de muitos outros sucessos escolares e literários!
A Mariana Roberto foi uma das 6 finalistas nas provas do secundário, não conseguindo, todavia, passar na prova oral.
A Escola Secundária Campos Melo congratula-se com a prestação de todas as concorrentes e endereça-lhes, uma vez mais as maiores felicitações.
A nossa Escola venceu a fase distrital do Concurso EntrePalavras - 8º fórum da leitura e debate de ideias promovido pelo Jornal de Notícias e integrado no Plano Nacional de Leitu
A nossa equipa, constituída pelas alunas Leonor Pardal, Maria Fael, Miguel Santos do 8ºA e Catarina Cruz do 8ºB, venceu as equipas da Escola das Palmeiras, do Externato de Alpedrinha e do Colégio de Castelo Branco, tendo sido apurada para a final nacional a decorrer em Braga no próximo dia 6 de junho.
Parabéns a todos pelo empenho que demonstraram e pela boa prestação que tiveram que foi amplamente elogiada pela equipa do júri.
(Profª Maria do Carmo Abrantes)
A BE felicita os alunos e a professora que os acompanhou. Sucesso para a próxima etapa.
Se recuássemos uns anos, até antes do 25 de Abril de 1974, não reconheceríamos Portugal.
Não havia liberdade. Existia censura, a atividade política, associativa e sindical era quase nula e controlada pela polícia política, havia presos políticos, a Constituição não garantia os direitos dos cidadãos, Portugal mantinha uma guerra colonial e encontrava-se praticamente isolado na comunidade internacional.
A informação e as formas de expressão cultural eram controladas, fazia-se uma censura prévia que abrangia a Imprensa, o Cinema, o Teatro, as Artes Plásticas, a Música e a Escrita. Não havia Liberdade.
A atividade política estava condicionada, não existiam eleições livres e a única organização política aceite era a União Nacional/Ação Nacional Popular. A oposição ao regime autoritário de Salazar e depois de Marcelo Caetano, era perseguida pela polícia política (PIDE/DGS) e tinha de agir na clandestinidade ou refugiar-se no exílio.
Os oposicionistas, sob a acusação de pensarem e agirem contra a ideologia e prática do Estado Novo, eram presos em cadeias e centros especiais de detenção (Caxias, Aljube Tarrafal). Não havia Liberdade nem Democracia.
A Constituição não garantia o direito dos cidadãos à educação, à saúde, ao trabalho, à habitação. Não existia o direito de reunião e de livre associação e as manifestações eram proibidas. Não havia Liberdade.
Portugal estava envolvido na guerra colonial em Angola, na Guiné e em Moçambique, o que gerou o protesto de milhares de jovens e se transformou num dos temas dominantes da oposição ao regime, com especial realce para os estudantes universitários. Não havia Liberdade nem Paz.
Hoje é difícil imaginar como era Portugal antes do 25 de Abril de 1974. Mas, se pensarmos que, por exemplo, as escolas tinham salas e recreios separados para rapazes e raparigas, que muitos discos e livros estavam proibidos, que existiam nas Rádios listas de música que não se podia passar, que havia bens de consumo que não se podiam importar, que não se podia sair livremente do país, que sobre todos os rapazes de 18 anos pairava o espectro da guerra, será mais fácil compreender porque é que a Mudança teve de acontecer e como é que Portugal se tornou diferente.
Última reunião clandestina da Comissão Coordenadora do Movimento das Forças Armadas (MFA), na qual foi decidido o derrube do regime e o golpe militar.
23/04
Otelo Saraiva de Carvalho entrega, a capitães mensageiros, sobrescritos fechados contendo as instruções para as ações a desencadear na noite de 24 para 25 e um exemplar do jornal a Época, como senha de identificação, destinada às unidades militares participantes.
24/04
O jornal República, em breve notícia, chama a atenção dos seus leitores para a emissão do programa Limite dessa noite, na Rádio Renascença.
22hOtelo Saraiva de Carvalho e outros cinco oficiais ligados ao MFA, entre eles Sanches Osório e Victor Crespo, já estão no Regimento de Engenharia 1 na Pontinha (Lisboa) onde, desde a véspera, fora clandestinamente preparado o Posto de Comando do Movimento. Será ele a comandar as operações militares contra o regime.
22. 55h A transmissão da canção ”E depois do Adeus”, interpretada por Paulo de Carvalho, aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa, marca o início das operações militares contra o regime.
25/04
0. 20h A transmissão da canção ”Grândola Vila Morena“ de José Afonso, no programa Limite da Rádio Renascença, é a senha, escolhida pelo MFA, como sinal confirmativo de que as operações militares estão em marcha e são irreversíveis.
0.30 h às 16 h Ocupação de pontos estratégicos considerados fundamentais (RTP, Emissora Nacional, Rádio Clube Português, Aeroporto de Lisboa, Quartel General, Estado Maior do Exército, Ministério do Exército, Banco de Portugal e Marconi).
Forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém estacionam no Terreiro do Paço.
As forças paramilitares leais ao regime começam a render-se: a Legião Portuguesa é a primeira.
Início do cerco ao Quartel do Carmo, chefiado por Salgueiro Maia, entre milhares de pessoas que apoiavam os militares revoltosos. Dentro do Quartel estão refugiados o Primeiro Ministro Marcelo Caetano e mais dois ministros do seu Gabinete, César Moreira Baptista e Rui Patrício.
16.30h Expirado o prazo inicial para a rendição anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro Maia, e após algumas diligências feitas por mediadores civis, Marcelo Caetano faz saber que está disposto a render-se e pede a comparência no Quartel do Carmo de um oficial do MFA de patente não inferior a coronel.
17.45hSpínola, mandatado pelo MFA entra no Quartel do Carmo para negociar a rendição do Governo.
O Quartel do Carmo hasteia a bandeira branca.
19. 30 h Rendição de Marcelo Caetano. A chaimite BULA entra no Quartel para retirar o ex-presidente do Conselho e os ministros que o acompanhavam, levando-os, à guarda do MFA para o Posto de Comando do Movimento no Quartel da Pontinha.
20 h Disparos de elementos da PIDE/DGS sobre manifestantes que começavam a afluir à sede daquela polícia na Rua António Maria Cardoso, fazem quatro mortos e 45 feridos.
26/04
A PIDE/DGS rende-se após conversa telefónica entre o General Spínola e Silva Pais diretor daquela corporação.
Apresentação da Junta de Salvação Nacional ao país, perante as câmaras da RTP.
Por ordem do MFA Marcelo Caetano, Américo Tomás, César Moreira Baptista e outros elementos afetos ao antigo regime, são enviados para a Madeira.
O General Spínola é designado Presidente da República.
São libertados os presos políticos de Caxias e Peniche.
27/4
Apresentação do Programa do Movimento das Forças Armadas.
Francisco Moita Flores
tem o nome associado a uma vasta e prestigiada obra que se distribui pelo
romance, televisão, cinema e teatro. Alguns dos seus trabalhos estão inscritos
na galeria da melhor ficção nacional. Ballet
Rose, Raia dos Medos, O Processo dos Távora, A Ferreirinha, A Fúria das Vinhas, Não Há
Lugar Para Divorciadas, Polícias sem
História, Filhos do Vento, Mataram o Sidónio, as adaptações de
grandes autores como Aquilino Ribeiro, Eça de Queirós, Júlio Dinis, entre
outros, tornaram-no uma figura incontornável da dramaturgia escrita em
português. Traduzido em várias línguas, várias vezes premiado quer em Portugal
quer no estrangeiro, acabou por ser recentemente distinguido pelo Presidente da
República com a condecoração de Grande Oficial da Ordem do Infante.
Investigador dos fenómenos da violência e da segurança, «está», como costuma
dizer, Presidente da Câmara Municipal de Santarém.