2ª FASE - Fase Distrital
A fase distrital de Castelo Branco do Concurso Nacional de Leitura decorre este ano na Sertã, na Casa de Espetáculos e da Cultura, no dia 12 de abril, a partir das 13h30m.
Obras selecionadas para esta fase do concurso:
3.º ciclo
António Mota, Os Sonhadores
A vida muda mas os amigos permanecem. Os sonhos também, ainda que possam ter a forma de um monte de papéis e ficar guardados durante anos no fundo de um guarda-vestidos. E quando se vislumbrava a concretização do sonho, o inesperado acontece, fazendo desaparecer o embrulho que guardava o sonho e estava prestes a chegar ao destinatário.
Secundário
Afonso Cruz, Jesus Cristo Bebia Cerveja
Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma rapariga pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma rapariga que lê westerns e crê que a sua mãe foi substituída pela própria Virgem Maria, são algumas das personagens que compõem uma história comovente e irónica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida: o amor, o sacrifício, e a cerveja.
Depois de ser distinguido com o prestigiado Prémio da União Europeia para Literatura, Afonso Cruz venceu com o seu romance "Jesus Cristo Bebia Cerveja" a categoria Livro Português do Ano na primeira edição dos Prémios Time Out Lisboa.
1ª FASE - Provas nas Escolas
INÍCIO - 24 de outubro de 2012
Final - 9 de janeiro de 2013
3ºciclo:
- Afonso
Cruz, Os Livros Que Devoraram o Meu Pai: A Estranha e Mágica História de Vivaldo Bonfim
Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.
O rapaz de doze anos percorre rigorosamente, no sentido exato das palavras, a enorme biblioteca, que pertencera ao pai, no sótão da avó. Começa pela ilha do Dr. Moreau, de H.G.Wells, e daí para Stevenson, Dostoievski, Italo Calvino, Bradbury ou Borges foi um salto, que não deixou de lado a Bíblia, a Divina Comédia ou as pequenas narrativas de Lao Tse, que assombram a vida de Elias Bonfim, mesmo no mundo real, fora dos livros. Os Livros Que Devoraram o Meu Pai, de Afonso Cruz, foi muito merecidamente a obra vencedora da modalidade juvenil do prémio Maria Rosa Colaço, atribuído pela Câmara Municipal de Almada, em 2009.
- Antoine de
Saint-Exupéry, O Principezinho.
Considerado um dos grandes clássicos da literatura infanto-juvenil, este livro de alcance intemporal, revela um segredo muito simples e ao mesmo tempo muito sábio que todos devem tentar descobrir.
Antoine de Saint-Exupéry publicou pela primeira vez O Principezinho em 1943, quando recuperava de ferimentos de guerra em Nova Iorque, um ano antes do seu avião Lockheed P-38 ter sido dado como desaparecido sobre o Mar Mediterrâneo, durante uma missão de reconhecimento. Mais de meio século depois, a sua fábula sobre o amor e a solidão não perdeu nenhuma da sua força, muito pelo contrário: este livro, que se transformou numa das obras mais amadas e admiradas do nosso tempo, é na verdade de alcance intemporal, podendo ser inspirador para leitores de todas as idades e de todas as culturas.
O narrador da obra é um piloto com um avião avariado no deserto do Sahara, que, tenta desesperadamente, reparar os danos causados no seu aparelho. Um belo dia os seus esforços são interrompidos devido à aparição de um pequeno príncipe, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Perante um domínio tão misterioso, o piloto não se atreveu a desobedecer e, por muito absurdo que pareça - a mais de mil milhas das próximas regiões habitadas e correndo perigo de vida - pegou num pedaço de papel e numa caneta e fez o que o principezinho tinha pedido. E assim tem início um diálogo que expande a imaginação do narrador para todo o género de infantis e surpreendentes direções. O Principezinho conta a sua viagem de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado com um único adulto.
Secundário:
- Domingos Amaral, Quando Lisboa Tremeu. De repente, às nove e meia da manhã, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casa caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão atemorizar a capital do reino. Perdidos e atordoados, os sobreviventes andam pelas ruas, à procura dos seus destinos. Enquanto Sebastião José de Carvalho e Melo tenta reorganizar a cidade, um pirata e uma freira tentam fugir da justiça, um inglês tenta encontrar o seu dinheiro e um rapaz de doze anos tenta encontrar a sua irmã gémea, soterrada nos escombros.
- Luís Sepúlveda, O Velho Que Lia Romances de Amor.
Antonio José Bolívar Proaño vive em El Idilio, um lugar remoto na região amazónica dos índios shuar, com quem aprendeu a conhecer a selva e as suas leis, a respeitar os animais que a povoam, mas também a caçar e descobrir os trilhos mais indecifráveis.
Um certo dia resolve começar a ler, com paixão, os romances de amor que, duas vezes por ano, lhe leva o dentista Rubicundo Loachamín, para ocupar as solitárias noites equatoriais da sua velhice anunciada. Com eles, procura alhear-se da fanfarronice estúpida desses "gringos" e garimpeiros que julgam dominar a selva porque chegam armados até aos dentes, mas que não sabem enfrentar uma fera a quem mataram as crias.
Descrito numa linguagem cristalina e enxuta, as aventuras e emoções do velho Bolívar Proaño há muito conquistaram o coração de milhões de leitores em todo o mundo, transformando o romance de Luis Sepúlveda num "clássico" da literatura latino-americana.
Untitled from Maria Cardoso on Vimeo.




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